Medo do que está por vir …

Pois é, nem me impressiono mais. Desde o dia em que criei o blog, há mais ou menos dois meses atrás, não voltei mais aqui. Isso se deve ao escasso tempo que a escola me disponibiliza e agora mais ainda. O ENEM é a daqui a menos de um mês, o seriado da UFJF também se aproxima e eu tenho de me preparar para ambos. Aliás, o fato de estar agora no computador já me pesa a consciência, pois eu deveria estar estudando. Na verdade, nem sei o porquê deste post. Não tenho nenhum assunto especial, nenhuma vontade de desabafar, apenas tive o impulso de vir aqui, atualizar este humilde blog abandonado.

 

Dias atrás eu estava refletindo… em menos de um ano e meio eu e todos os meus amigos da escola iremos prestar vestibular. Cada um irá para um canto, seguir sua vida, fazer faculdade, cursos, procurar um emprego. Muitos, inclusive eu, pretendem fazer uma federal em outra cidade. A separação é inevitável e disso todos temos consciência. Mas ter consciência é uma coisa, estar preparado é outra completamente diferente. Do que eu mais vou sentir falta? Das risadas em sala de aula, das conversas no recreio, as ratas constantes que soltamos, as piadas que os meninos fazem na classe, as apostas ridículas sobre quem tira mais nas provas, as perseguições e idolatrias dos professores… eu poderia ficar enumerando tudo, mas o que mais me preocupa não são as saudades que irei sentir, é o medo que sinto neste momento. Medo de esquecer. Medo de perdermos o contato, de não nos lembrarmos mais das vozes uns dos outros, de que tudo o que vivemos não passe de lembranças vagas em nossas memórias que perpassam nossa mente ao acaso, dia ou outro de nossas vidas.

Assusta-me pensar que um dia terei que me virar sozinha, porque não terei mais minha mãe e minha avó ao meu lado, fazendo tudo o que peço. Que terei de solucionar todos os problemas que vierem sem a ajuda delas. Mas, ao mesmo tempo, eu quero que isso aconteça, pois sei que isso é necessário para que eu amadureça, deixe de ser uma criança inexperiente, à mercê do mundo.

O futuro me apavora, mas, apesar de minhas inseguranças, deixo-o para depois, pois a vida só pode ser vivida no presente e sei que as dificuldades virão para que eu me fortaleça e que a saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena. O que importa são os sonhos, e destes, não desistirei até alcançá-los.

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