(Re)Descobrindo minha estante…

Não sei bem definir quais foram as principais pessoas que me influenciaram a gostar de literatura. Meu pai, desde criança tentou fazer com que eu desenvolvesse o hábito de ler. Meu professor de literatura do ensino médio também. Amigos (as) que compartilham desse prazer me despertaram a vontade de adentrar a mesma história à qual estavam imersas. É, acho que acabei definindo quais foram. Mas de nada adianta se cercar por pessoas que leem se você mesmo não tiver propensão a este hábito. Eu mesma gosto de pegar um livro e esquecer por alguns instantes, longos ou curtos, tudo que se passa à minha volta e me colocar no lugar das personagens. Mas a verdade é que faço isso muito pouco, confesso. Contudo, ultimamente, não sei se mais por influência do universo acadêmico ou de outras pessoas, estou tendo a ânsia de buscar livros considerados clássicos. E foi isso que me levou a redescobrir minha estante.

Meu pai sempre deu muito valor aos livros e à educação e não é à toa que temos aqui em casa um cômodo que quase podemos chamar de uma mini-biblioteca pessoal. Porém, quando eu era mais nova não me interessava pelos livros que aqui tínhamos, por achar a linguagem demasiada complexa e chata. Seria de se estranhar se fosse o contrário, visto que eu não era o público alvo daqueles livros. Agora, entretanto, que estou mais amadurecida e cursando uma faculdade que me exige muito a leitura, estou numa loucura (creio que essa seja a palavra correta) para ler livros deste estilo.

Assim, descobri que tenho clássicos da literatura que nem sonhava possuir. Revisitando aquela parte da casa descobri Júlio Verne, Eça de Queiróz, José Saramago, Machado de Assis, Umberto Eco, Victor Hugo, Dostoiévski, Allan Poe, Maquiavel, Bocaccio, Camões, Miguel de Cervantes, Gil Vicente e tantos outros que mal consigo enumerar. Admito que fiquei um pouco decepcionada de não possuir Jane Austen, Stendhal, Tolkien e alguns outros autores. Mas isso não é problema já que a biblioteca da universidade possui estes livros e posso pegá-los emprestados quando quiser.

Enfim, acho que posso concluir com aquela velha frase: precisaria de mais de uma vida para ler tudo que desejo.

Anúncios

Receita de Ano …

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido (mal vivido ou talvez sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?). Não precisa fazer lista de boas intençõespara arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Texto extraído do “Jornal do Brasil”, Dezembro/1997.
Carlos Drummond de Andrade

É com essa mensagem de Carlos Drummond, uma de minhas preferidas sobre o ano novo, que desejo a todos vocês um ótimo 2013! Que nossos planos se concretizem e que possamos fazer deste ano um ano melhor. Afinal, para que ocorram mudanças em nossas vidas, não é necessário que se mude o ano, mas que mudemos a nós mesmos.